Este é um impressionante romance sobre casamento, fidelidade, sexo e moralidade, com uma heroína fascinante que luta para dar um significado à sua vida. Na maior parte do tempo, Anna era uma boa esposa. Anna Benz, uma norte-americana de trinta e tantos anos, vive com Bruno – o marido suíço e banqueiro – e seus três filhos em um subúrbio de cartão-postal em Zurique. Embora tenha uma vida confortável e tranquila financeiramente, por dentro Anna está desmoronando. Sem rumo e cada vez mais incapaz de se conectar com o marido emocionalmente indisponível, e até mesmo com seus próprios pensamentos e sentimentos, Anna tenta “despertar-se” com novas experiências: aulas de alemão, análise junguiana e uma série de casos sexuais que ela começa com uma facilidade que surpreende até a si mesma. Mas Anna não consegue abandonar esses casos tão facilmente. As tensões aumentam e suas mentiras começam a sair do controle. Tendo atravessado um limiar moral, Anna descobrirá até onde uma mulher pode ir quando toma um caminho sem volta.
Autora: Jill Alexander Essbaum
Ano: 2015 / Páginas: 288
Editora: Casa da Palavra
Esse é o primeiro livro com tema New Adult que eu leio na vida, foi um presente da Amazon. Se o livro foi bom? Foi, até certo ponto! Mas antes de falar da parte negativa do livro, prefiro abordar o que encontrei de positivo.
Todo livro, mesmo que não nos agrade, sempre tem algo a nos ensinar, aqui vou trazer 3 reflexões que são abordadas ao longo do livro.
Já vou começar com uma questão: Até que ponto tudo o que temos é capaz de nos deixar felizes? Anna Benz me parece muito familiar, pois no mundo à nossa volta sempre encontramos pessoas que tem "tudo", mas estão infelizes, que reclamam da vida, que querem desistir de viver ou que não tem ânimo. Isso é algo comum do cotidiano. Anna tinha tudo, uma família e era estável financeiramente, mas faltava-lhe alguma coisa, ao que chamo de afeto. As pessoas dão muito valor aos bens materiais e esquecem que o principal na vida é com quem nos relacionamos e o valor que damos a essas pessoas.
Outra questão é: O que estamos dispostos a fazer para tentar suprir a necessidade de afeto? Anna Benz fez muitas tentativas, começou a fazer análise e a frequentar aulas de alemão, até começar a trair seu marido. Com nenhum de seus amantes ela teve algum tipo de relação afetiva, era algo momentâneo, que não preenchia seu vazio. Muitos julgariam o posicionamento de Anna, mas no dia-a-dia muitas pessoas fazem o mesmo... traição, gula, depressão, suicídio etc são algumas dessas práticas.
Anna era uma pessoa que se denominava "passiva", pois acreditava seguir o curso dos momentos sem interferir neles. Mas pelo contrário, acredito que não escolher já é uma escolha, porque não há como passar pela vida sem escolher e toda escolha gera uma renúncia, quando Anna escolheu a traição estava renunciando sua família, sua história com Bruno e estava renunciando tentar consertar os fatos.
A escrita desse livro é excelente, mesmo que se passe muito tempo em torno de um mesmo fato, a narrativa é feita em várias perspectivas da vida de Anna. Podemos entrar em suas lembranças, em suas análises, aulas de alemão ou no presente em uma mesma página.
E sobre o tema New Adult nesse livro, a autora fala escancaradamente sobre os fatos, mas não foi algo que me deixou chocada, tem tanta coisa que ocorre no nosso cotidiano que sim me deixa chocada, mas se tratando desse livro, a autora aborda o tema apenas com o que posso chamar de naturalidade.
Mas o que teve tão de ruim nesse livro? Eu considero essa passividade de Anna uma ruína ao livro, eu acredito que ela seja uma mulher forte, saiu de sua terra natal para o outro lado do mundo, ela não poderia ter aceitado todas as situações por qual passou sem ter lutado e ela preferiu não fazer. Outro ponto negativo foi o final da história, como não quero dar spoilers, quem lê vai ficar com tanta raiva quanto eu, porque acho que Anna poderia ter lutado um pouco contra o curso das coisas.
No Skoob dei 3 estrelas, talvez eu tivesse dado 4 se a autora tivesse escrito um pouco melhor sua personagem.



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